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Perigos ocultos no condomínio: saiba como combatê-los

O perigo está em todo lugar. E não poderia ser diferente nos condomínios, onde tantas famílias dividem os espaços que abrigam perigos ocultos.

Cabe ao síndico prestar atenção nos detalhes e tomar as providências necessárias para minimizar ou até acabar definitivamente com as vulnerabilidades, seja por meio de obras no condomínio ou da prevenção como no caso de um vazamento no teto, por exemplo.

Garantindo a segurança

No entra e sai tão comum no dia a dia, os condôminos muitas vezes nem dão conta do que é necessário ser feito para que tudo funcione bem no condomínio. A fiscalização, a manutenção e as eventuais obras devem ser monitoradas pelo síndico que é o responsável pela estrutura da edificação e pela segurança do patrimônio e das pessoas que ali habitam.

Mesmo tendo um protocolo de procedimentos necessários ao bom andamento do condomínio, segundo os especialistas em administração condominial, há locais que podem acabar passando despercebidos na lista das manutenções e dos investimentos a serem realizados.

Diante disso, o síndico, zelador e até mesmo o pessoal envolvido nos serviços de limpeza podem dobrar a atenção para detectar problemas que podem aparecer nas partes internas da estrutura e até mesmo estarem submersos.

Uma das recomendações é ficar de olho nas áreas contíguas aos reservatórios d’água. Estes espaços não devem servir de locais para guardar entulhos ou objetos para descarte.

Veja como proceder

Muitos condomínios estão reformando esses locais e instalando filtros na entrada da água nos prédios. Este é um investimento que, muitas vezes, pode parecer dispensável, mas não é.

Pode até haver certa dificuldade na hora de aprovar esta despesa em assembleia, mas vale a pena insistir um pouco, comprovando a necessidade por meio de fotos e presença de um técnico que possa explicar a todos os moradores o quanto isso é realmente necessário para evitar problemas maiores no futuro.

Afinal, ninguém quer ter prejuízos com situações emergenciais e mais onerosas, não é verdade? Reforce as inspeções de rotina, atente-se à presença de cupins de solo e de cupins de madeira seca – eles são mais comuns do que imaginamos nos quadros elétricos do prédio, por exemplo.

No caso de necessidade de reparos, contrate empresas especializadas, peça referências e certificações que comprovem a idoneidade e o cumprimento das exigências técnicas do segmento de atuação.

Outra situação comum é a detecção de ruído e trepidação provocados por variações na pressão e vazão do sistema hidráulico. Este é um tipo de anomalia que pode causar danos às válvulas e juntas. O síndico conta com a prerrogativa de entrar nos apartamentos para vistoriar barriletes, torneiras, registros e válvulas de descarga. Muitas vezes, estes equipamentos estão precários e provocando vazamentos.

Veja outros itens que demandam atenção contínua:
  • Bombas;
  • Para-raios;
  • Sistema de Incêndio (extintores, hidrantes, etc.);
  • Minuterias;
  • Telhados;
  • Reservatórios de água;
  • Instalações hidráulicas e elétricas.
É pior a emenda que o soneto

Há, ainda, um problema grave que pode ser evitado antes que cause grandes prejuízos. Um equívoco de vários condomínios é contratar serviços que escondem certas anomalias que, mais dia, menos dia, acabam aparecendo.

Bom exemplo disso é a instalação de calhas nas garagens que ficam no subsolo para remediar os estragos causados por vazamentos em cima dos veículos estacionados. Isto esconde o problema por um tempo, mas não o resolve, exigindo novos investimentos mais tarde para garantir a solução definitiva.

A estrutura das vigas não é construída para conviver com a ação constante da água. Elas se deterioram e precisam ser recuperadas. Por isso, se uma junta de dilatação apresentar qualquer indício de vazamento ou infiltração, busque a avaliação de um especialista o mais rapidamente possível. Se houver indicação de impermeabilização, não postergue a contratação do serviço.

Fonte: Fiber Sals

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